2017-03-27

GeoForest, os SIG no combate aos incêndios florestais

Podem os sistemas de informação geográfica (SIG) ser uma ferramenta de prevenção e combate aos incêndios? A Associação Florestal de Entre Douro e Tâmega (AFEDT) acredita que sim e, por isso, criou, com o apoio da Esri Portugal, uma plataforma colaborativa de partilha de informação geográfica. Chama-se GeoForest e pretende juntar as autarquias e outras entidades responsáveis em Comunidades Florestais Inteligentes.

 

A AFEDT quer criar “uma estrutura que englobe as questões relacionadas com a defesa da floresta contra incêndios e com a sensibilização da população em geral, disponibilizando um conjunto de ferramentas de apoio à decisão”. O GeoForest vai permitir a criação de aplicações específicas para a visualização de dados geográficos referentes aos espaços florestais e que serão disponibilizados através da plataforma ArcGIS, da Esri, e que irão focar-se em cinco temas base – Colaboração, Compromisso, Consciência, Análise Espacial e Mobilidade.

 

Para já e para além da Esri Portugal, o GeoForest conta com a parceria dos municípios de Amarante e Cinfães, enquanto entidades que contribuem com dados para o projecto, mas o objectivo é conseguir o envolvimento das restantes autarquias da região, assim como de entidades como as corporações de Bombeiros, o Instituto Nacional para a Conservação da Natureza e Florestas e a GNR.

 

Para a Esri Portugal, o facto de, no ano que passou, muitas entidades envolvidas no combate aos fogos desenvolverem o seu trabalho “com base em informações empíricas e/ou documentação em papel, alguma já bastante desactualizada”, foi motivo suficiente para embarcar nesta iniciativa, disponibilizando o acesso à plataforma ArcGIS. “É reconhecidamente, a tecnologia de SIG de eleição para a concretização de uma estratégia de gestão sustentável da floresta e para responder às necessidades quotidianas das organizações do sector”, reconhece Edgar Barreira, consultor de Negócios da empresa. “Permite recolher dados precisos e fiáveis e editá-los no terreno, gerir eficazmente a informação, assegurando a manutenção e actualização contínua dos dados geográficos, disponibilizar informação técnica a qualquer momento, em qualquer lugar e a todos os utilizadores e partilhar e divulgar os elementos recolhidos e o resultado das suas análises com os diferentes agentes florestais e com as autoridades de Protecção Civil”, conclui.

 

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