2017-11-03

Sustentabilidade, Reabilitação urbana e Mobilidade urbana em debate

iiSBE Portugal

Nos dias 16 e 17 de novembro de 2017, vai ter lugar em Lisboa, no Pavilhão do Conhecimento, o II Encontro Nacional Sobre Reabilitação Urbana e Construção Sustentável, organizado pelo iiSBE Portugal. Este evento contará com a presença de um conjunto de personalidades com responsabilidades na definição de políticas, investigação e desenvolvimento de soluções para a criação de um ambiente construído mais sustentável.

Prevê-se assim uma atmosfera propícia à apresentação e discussão de soluções para a necessária mudança de paradigma no modo como, entre outros, se projeta, constrói, mantém e se gere o parque edificado. Impulsionado pela crescente procura turística em algumas das principais cidades portuguesas e também pelo aumento do investimento de estrangeiros na compra de imóveis, em especial em Lisboa e Porto, assiste-se atualmente a uma maior dinâmica do mercado da reabilitação.

 

A reabilitação do edificado deve reger-se por princípios orientadores comuns a todos os projetos que cruzem o propósito primordial de reutilização do existente com a importância da preservação da sua identidade. Estes princípios devem assentar no conceito de Desenvolvimento Sustentável, possibilitando às gerações futuras uma leitura integrada da identidade do território. As intervenções, quer em preexistências quer em novas construções, devem procurar estabelecer um diálogo contínuo entre contemporaneidade e tradição, promovendo a afirmação da identidade local e o reforço da sua atratividade no seio do turismo cultural. Neste contexto, e particularmente na habitação, é fundamental o equilíbrio da oferta para nacionais e estrangeiros, por forma a evitar a pressão sobre os residentes e o risco de se criarem bairros/guetos para turistas que conduzirão à diminuição da atratividade turística.

 

No que diz respeito à eficiência energética dos edifícios, uma reabilitação adequada do parque habitacional é essencial, não apenas para atingir as metas 20-20-20 da União Europeia, mas para reduzir a pobreza energética (que afeta cerca de 28% da população portuguesa). Assim, durante o Encontro, serão discutidos os contributos para se atingir uma elevada eficiência energética na reabilitação do património edificado. À partida, sabe-se que o comportamento passivo dos edifícios é um aspeto prioritário, através do reforço do isolamento térmico da envolvente (coberturas, paredes, envidraçados e pavimentos). Por outro lado, a eleição de sistemas de climatização eficientes e de sistemas que permitam o aproveitamento de energias endógenas é um aspeto a considerar. As análises de nível ótimo de rentabilidade permitem identificar a solução de reabilitação energética que conduz ao mais baixo custo, ao longo do ciclo de vida, sendo o custo global determinado considerando os custos de investimento, de manutenção e de funcionamento. Esta abordagem baseia-se na comparação da relação existente entre a energia primária consumida ao longo do ciclo de vida do edifício e o custo global de diferentes cenários de reabilitação, em função das zonas climáticas do país.

 

A mobilidade é outro aspeto essencial quando se discute a sustentabilidade à escala urbana. O conceito de “Mobilidade urbana sustentável” é um elemento fundamental na promoção de um sistema de mobilidade assente no equilíbrio entre princípios económicos, sociais e ambientais. A gestão integrada dos vários modos de transporte, a eficácia na distribuição e a mobilidade elétrica são fatores-chave no desenvolvimento das estratégias futuras, que vão influenciar o desenho do ambiente construído, criando novos desafios no domínio dos sistemas de produção, armazenamento, distribuição, fornecimento e gestão de energia no ambiente construído, que urge resolver.

 

Mais informações acerca do evento aqui.

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