2017-01-31

Manuel Ramalho Eanes, administrador da NOS

“O momento para tornar as cidades inteligentes é este”

A NOS entrou em 2017 com a assinatura de um protocolo com o município de Lagoa. Fazer da cidade algarvia uma smart city é o objectivo da operadora de telecomunicações, que aposta numa “estratégia de aproximação e cooperação com as autarquias” para se afirmar neste mercado em Portugal. Manuel Ramalho Eanes, administrador da NOS, explica como a empresa olha para o negócio, cujos projectos, acredita, deverão registar “um forte crescimento no volume e valor ao longo dos próximos três a cinco anos”.

 

O que motiva a NOS a estar no sector das smart cities?

A aposta nas smart cities é estratégica para a NOS enquanto operadora de telecomunicações de referência em Portugal, e na qual acreditamos que temos um contributo relevante e necessário. Através de uma estratégia de aproximação e cooperação com as autarquias, temos vindo a identificar desafios urgentes e a desenvolver novas soluções tecnológicas que tornam as cidades mais inteligentes e que melhoram a qualidade de vida dos cidadãos. Acredito que os grupos de telecomunicações assumem especial responsabilidade na divulgação da cultura smart cities e a NOS tem uma consciência muito presente deste desafio e da sua responsabilidade no contributo para a melhoria da qualidade de vida, das cidades e das pessoas. Temos a motivação, a capacidade, as soluções  tecnológicas mais adequadas para o seu desenvolvimento e a confiança e a proximidade dos nossos stakeholders.
 

Qual o posicionamento da empresa e como pode ajudar as cidades portuguesas neste caminho?

No que respeita às smart cities, a posição da NOS é de liderança, a qual queremos reforçar progressivamente através de uma relação de proximidade e de parceria com as autarquias que partilham a nossa visão de desenvolvimento social e económico apoiado em soluções tecnológicas inovadoras que facilitem e melhorem a gestão da cidade.

 

O que é, para a NOS, uma cidade inteligente?

É uma cidade que usa a informação dos cidadãos e das suas diferentes redes para dar às cidade e às pessoas uma excelente qualidade e velocidade de resposta imediata e se prepara para responder aos problemas de forma  estruturada  e informada, com base na análise da informação recolhida das diferentes fontes ao seu dispor. É possível hoje. É transformacional. É uma abordagem muito poderosa.

 

Assinaram recentemente um protocolo com o município de Lagoa. Na prática, no como este se vai traduzir? Que iniciativas estão a ser preparadas?

É essencialmente um protocolo de inovação. Lagoa teve a coragem de pôr em prática a base de uma cidade inteligente com tecnologia da NOS e vamos aprender em conjunto como se acciona a informação recolhida para benefício imediato e mediato dos cidadãos na eficácia e eficiência da reposta da câmara aos diferentes problemas, nas diferentes redes e processos que a câmara gere. Vamos ter um centro de operações da cidade a funcionar muito em breve e contamos ter um parceiro adicional que nos ajude a produzir melhorias estruturais importantes com base na aprendizagem feita na realidade do terreno.


Estão a trabalhar também com Oeiras. De que forma a oferta da NOS se adapta, depois, às particularidades de cada município?

A NOS desenvolve diferentes soluções em função das necessidades e ambição dos municípios, os quais, invariavelmente, têm prioridades e objectivos diferentes no âmbito da sua actuação e relação com os munícipes. O conhecimento aprofundado e a proximidade das equipas de projecto e implementação permitem à NOS, enquanto parceiro tecnológico, uma abordagem transversal aos desafios específicos colocados pelas autarquias.

 

Para além destes dois municípios, estão a trabalhar com mais algum? Ou poderá haver novidades brevemente?

Neste âmbito, teremos novidades ao longo de 2017.

 

Como espera que o mercado smart cities nacional evolua neste ano?

A nossa convicção é a de que o momento para tornar as cidades inteligentes é este. É agora. Estamos, por isso, a fazer contactos intensos com as autarquias para podermos ser agente de transformação activo e competente neste domínio. Esperamos um forte crescimento no volume e valor destes projectos ao longo dos próximos três a cinco anos. Estamos preparados para responder aos importantes desafios das autarquias.

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